domingo, 18 de julho de 2010

FAXINEIRO DEVOLVE US$ 50 MIL ESQUECIDOS POR HÓSPEDE EM HOTEL.

Foi destaque na BBC Brasil (13/07/2010) esta notícia escrita por Syed Shoaib Hasan, da BBC News em Karachi, Paquistão:
“Um faxineiro de um hotel no Paquistão foi destaque na mídia local e receberá um prêmio depois de recolher e entregar US$ 50 mil (cerca de R$ 87 mil) em dinheiro vivo deixados em um quarto por um hóspede.
Essa Khan, de 51 anos, encontrou o dinheiro, em notas de US$ 100, no quarto de um trabalhador japonês no Serena Hotel em Gilgit, na província de Punjab. Khan, que ganha o equivalente a pouco mais de R$ 400 por mês, disse que nunca pensou em ficar com o dinheiro. Ele foi convidado pelo governo estadual para receber um prêmio por sua honestidade.“Meu dever é para com o hotel e minha educação familiar me ensina nada mais”, disse. “Os tempos são difíceis para todos, mas isso não significa que nós deveríamos começar a roubar e tomar coisas que não nos pertencem.”
Khan, que tem cinco filhos, disse esperar que o incidente ajude a promover a imagem de seu país. O governo paquistanês vem sendo alvo de várias acusações de corrupção.“Eu quero que as pessoas ao redor do mundo saibam que há muita gente boa no Paquistão – não são todos terroristas aqui”, disse.
O gerente do hotel, Rajid Uddin, disse à BBC que houve outros casos parecidos onde itens perdidos foram devolvidos, mas nunca “nessa magnitude”. Ele disse que o hóspede ficou aliviado quando o dinheiro foi encontrado. “Ele estava naturalmente muito preocupado já que não conseguia descobrir onde havia perdido o dinheiro”, disse Uddin. Khan afirmou que recebeu um prêmio do hotel, e que o governador de Punjab, Salman Taseer, lhe deu os parabéns e o convidou para participar de uma cerimônia em Lahore.”

Ainda há esperança!
Quando vejo ou leio sobre comportamentos e atitudes como esta, alegro-me muito. Sei que os valores que a sociedade capitalista vem impondo a todos nós, são contrários a essa atitude do faxineiro paquistanês, posto que -para muitos - ele foi um otário e deveria sim ter-se aproveitado da situação e ficado com todo o dinheiro. Afinal, ele, um simples faxineiro, ganhando um salário de “fome”, precisava muito de algo assim, um verdadeiro “milagre”! Como se dinheiro esquecido não tivesse dono!
Nada há na notícia sobre crenças ou valores religiosos. Mas há, implicitamente sobre espiritualidade e ética de vida. Isto me pertence, então é meu! Defenderei meus direitos e por eles irei até o fim, resguardando os meus direitos, sem ferir os do outro. Mas isto não é meu, não me pertence, então, é de outro. Mesmo tendo encontrado, não é meu. De quem é? É seu? Então, resta-me devolver! Simples, assim mesmo!
Jesus se posicionou sobre isto diversas vezes, mas há uma citação em Mt 7.12, que é considerada a regra áurea da Bíblia e que reflete bem a posição de Jesus:”Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os profetas”. Desejo que me valorizem, então, preciso valorizar o outro. Desejo que me respeitem e que respeitem meus direitos, então, devo respeitar o outro. Desejo que as pessoas sejam éticas, honestas e verdadeiras comigo, então, devo ser ético, honesto e verdadeiro para com elas. Você deseja que façam o bem a você, experimente fazer o bem! Simples....muito simples, assim!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

AS DORES DE CADA UM: PESQUISA CONSTATA QUE QUASE 1/3 DOS PAULISTANOS VIVEM COM DOR

Matéria de Rachel Botelho publicada na Folha de S.Paulo, nesta data, relata o resultado de uma pesquisa médica com o seguinte teor:
“Muita gente acha que o desconforto é normal e não busca ajuda o que torna o problema crônico, diz especialista. Pernas e costas são as áreas mais atingidas, segundo a primeira pesquisa desse tipo realizada na cidade. O primeiro levantamento epidemiológico sobre dor na cidade de São Paulo mostra que 28,1% dos moradores convivem com o problema há mais de três meses. O número, próximo ao divulgado pela Organização Mundial da Saúde (30%), surpreendeu a coordenadora do trabalho, Maria do Rosário de Oliveira Latorre, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP. "Achei que teríamos uma taxa maior do que a mundial, porque em Salvador ela é mais alta. Mas o dado é muito grave", afirma.
Ser mulher, estar acima do peso, ter entre 45 e 64 anos e baixa escolaridade são, isoladamente, os fatores mais associados à dor crônica. Os pesquisadores ouviram em 2008 uma amostra de 2.446 pessoas com 18 anos ou mais, representativa dos moradores da cidade.
"A população acredita que a dor faz parte da vida e do envelhecimento, por isso demora para buscar assistência especializada. Isso pode tornar a dor crônica", afirma Fabíola Peixoto Minson, diretora da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor. "A dor tem que ser vista como doença, porque deixa a pessoa sem dormir bem, faz com que ela se isole socialmente e traz prejuízo no humor. O que debilita a vida é a dor", completa.
O coordenador do centro de dor do Hospital Nove de Julho, Claudio Corrêa, tem uma explicação para as mulheres sofrerem mais. "Uma só doença (que causa dor), a fibromialgia, atinge 2% da população, e são dez mulheres para cada homem. E há as doenças provocadas por mudanças hormonais, que são muito importantes na faixa dos 45 aos 64 anos, como osteoporose e enxaqueca. Essa é, talvez, a dor mais prevalecente, e ela atinge bem mais mulheres", afirma.
Segundo o levantamento, os membros inferiores e as costas são as duas regiões mais afetadas.
"Doenças crônicas, como o diabetes, em fases mais avançadas, trazem dores nos membros inferiores. Artrite e artrose afetam as articulações que têm sobrecarga, como os joelhos, e atingem mais pacientes a partir dos 40, 50 anos", diz Corrêa. “

Alguns detalhes na reportagem me chamaram a atenção: o sentimento de “conformação” que segundo a pesquisa parece dominar os que sentem dor, e que a entendem como normal, porquanto "a dor faz parte da vida e do envelhecimento". Nada mais equivocado e triste! Pessoas que sentem dor e que não reagem, fazem com que a dor se torne crônica e traga muita tristeza e sofrimento. Isso me traz à memória os ensinos do apóstolo Paulo, em Rm 12. 1- 2, quando, após ter rogado (suplicado) para que nos apresentemos, a nós mesmos, em toda a integralidade, com nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, como nosso culto racional, sejamos levados a não nos conformar (amoldar) ao padrão deste mundo, mas que devemos nos transformar pela renovação de nossa mente, para que sejamos capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Muitos são os que se deixam influenciar pelos que sentem dor e até potencializam. Mas os que crêem, os que depositam fé no Senhor devem fazer o contrário. Em Cristo é certo que a boa, agradável e perfeita vontade de Deus é a de que a dor, tanto física quanto existencial e espiritual, seja minimizada pela ação benéfica e eficaz da fé que sabe que Deus cura doenças e enfermidade. Ademais o Senhor constituiu médicos, enfermeiros e os profissionais de saúde para serem agentes da cura e da minimização das dores e do sofrimento. A fé cura, o uso contínuo de medicamentos, segundo orientação médica, também promove a cura. Use um ou outro, mas use. Ou melhor, sendo possível, e se você tiver fé, use ambos. A cura certamente acontecerá. Pense nisso, não se conforme com a situação e mude sua história de vida. Renove sua mente, transforme a si mesmo e a sua realidade.  A boa, agradável e perfeita vontade de Deus é a de que Seus filhos não sintam dor, em forma crônica e definitiva! Se você se enquadra entre os que sofrem, experimentando dores crônicas, pare de sofrer! Não permita a dor se transformar em algo definitivo e crônico. Mude sua história e sinta a alegria de viver, sem dor!