segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A DOR DA PERDA

Há mais de um mês – a partir do início de agosto – um tema passou a me incomodar e a se sobrepor a cada dia sobre os demais: a morte. Esse aspecto recorrente do assunto me levou a fazer pesquisas de ordem espiritual e teológica sobre o tema. Será a morte o fim de tudo? Qual o sentido da morte, a razão de ser e o propósito da finitude do homem na imensidão do cosmos? Quão complexa é a abrangência do tema, porquanto sucinta diversas abordagens, cada qual entrelaçada com os liames dos sentimentos de alívio, amor, compaixão, desligamento, insuficiência, impotência, exaustão, revolta, inconformismo, sofrimento, separação, limitação, desânimo e perda! Continuei em busca de respostas para minhas indagações e aí chegou o mês de setembro. Nele recebi, de forma abrupta e inesperada, a notícia, meu irmão Beto em telefonema no final da noite do dia 12, avisa-me sem mais demora que nossa mãe, Dinorá, falecera havia pouco mais de uma hora. Falar do que eu senti naquele momento não sei se consigo exprimir. Choque pela notícia, misto de dor e impotência. Dor pela perda, impotência posto que eu sabia que não poderia viajar –na manhã do dia seguinte - para São Luís e participar da dor em família, velório e sepultamento. Pensando melhor: mesmo que pudesse viajar, certamente não chegaria a tempo de participar do funeral, na dupla condição de filho e pastor. Queria abraçar meus irmãos, minhas irmãs, tios, tias, parentes, enfim. São tantos..!Gostaria de falar à todos, queria falar da dor da perda, mas também da certeza do amor de Deus, expresso de forma grandiosa e graciosa (João 3.16), pois entregou Seu Filho aos algozes para morrer por cada um de nós. O sangue derramado na cruz do calvário nos deu vida eterna, e isso é o que importa. Difícil convencer o incrédulo, certamente, mas para os que crêem é a certeza de que mesmo na morte- que para tantos simboliza o fim – fortalecemo-nos na firme convicção de que há esperança e que não é o fim...ao contrário, é o início de uma nova etapa –no céu, aguardando a Nova Jerusalém, quando da segunda vinda do Senhor Jesus..! E que Ele venha,Maranata...!
Que meus leitores do blog me desculpem pela demora em postar novas mensagens ou textos, mas a dor da perda foi a razão maior para diminuir o ritmo e a intensidade de minha vida. Mas como todos dizem – a vida continua! Vamos em frente, e que Deus nos conduza a todos!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

AGOSTO:GOSTO, DESGOSTO, A CONTRAGOSTO...!

Estamos em agosto. Para muitos o mês do desgosto, o mês do azar, dos desastres e das tragédias. É o mês de morte, mês do medo. Que coisa! Vivemos em um país com predomínio do misticismo, da magia e do sincretismo religioso. Na “nave dos relativos”, não parece haver espaço para o absoluto de Deus. Atribuir simples e ilusoriamente ao mês de agosto um conjunto de fenômenos naturais ou não, é pensar de forma mística e supersticiosa, é fazer recair sobre o espaço e o tempo, isolada ou conjuntamente, poder a algo que, por si só, não faz sentido. Enquanto isso vejamos algumas curiosidades sobre acontecimentos em agosto:
- o início da 1ª Guerra Mundial, dia 01, ano de 1914.
- os lançamentos das bombas atômicas sobre o Japão (04 – Hiroshima e 06 – Nagazaki, ano de 1945).
- a morte por suicídio de Getúlio Vargas, dia 24, ano de 1954.
- a finalização da construção do muro de Berlim, dia 13, ano de 1961;
- o trágico acidente que matou Juscelino Kubitschek, dia 22, ano de 1976.
- o trágico acidente que matou Lady Diana, dia 31, ano de 1997.
- o atentado terrorista mata o diplomata Sérgio Vieira, dia 19,ano de 2003.
- o acidente trágico causa explosão na base de lançamento de satélites em Alcântara (MA), matando 21 pessoas, dia 22, ano de 2003.
Vivemos em um país de múltiplos contrastes: é o que possui – nominalmente - o maior contingente de católicos, mas também é onde mais cresce o número de evangélicos, sendo, também, o mais espírita dos países, e no geral, o mais místico....Ufa! Para alguns estudiosos do agosto (como mês do desgosto), a culpa parece ser dos colonizadores portugueses. Explicando: as mulheres portuguesas nunca casavam em agosto, época em que os navios zarpavam à procura de novas terras. Casar em agosto significava ficar só, sem lua-de-mel e, às vezes, até mesmo viúva. Daí a má fama do mês.À gosto ou contragosto, durma-se com gosto, ou desgosto, em agosto.